18/06/2009


Essas belezinhas aí foram pintadas por mim, me inspirei nas pinturas do Hundertwasser, que é um cara sensacional, artista, arquiteto, ecologista, enfim uma dessas criaturas que te inspiram a viver!
Se vc quiser conhecer ele melhor, vou deixar um link!
Se vc quiser um tênis eu pinto para vc!

http://www.hundertwasser.at/

08/06/2009


em breve, se tudo der certo e eu conseguir mergulhar no arco-íris que eu vejo logo ali, pela janela da condução, outras imagens vão colorir este canto...

essa menina reflexiva foi desenhada numa daquelas noites frias que só se aquece com amor e tintas.

e é uma pequenina parte de um universo que começa a se apresentar.

acho que ela se chama Esperança!

04/06/2009

Era um pedaço da minha coxa, como se fosse no Macunaíma, que perdido de mim, eu não sabia.

Com a carne de volta, meu coração bate certo, meu peito suspeito, resolve amansar.

Aí, aquela fera, de lúcifer e quimera, para uma gato ronronando ou uma criança manhosa, são dois passos, ou um olhar...

Eu já fui das minhas mil, mais ou menos, aproximadamente em média, umas trezentas almas.

Delas eu guardo poucas lembranças, lembro muito das sem caráter, das heroínas e das erradias.

Aí, recebi o amuleto. Em terra de cego, antes tarde do que nunca!

Minha muiraquitã, minha pequena órfã...

De pátria e de amor,

Deixemos para lá toda a rapsódia...

No verde e amarelo (ou em pratos limpos)

Deixo o limbo e minha Ci volta a reinar.

07/05/2009



"ELA QUERIA SER NUVEM, EU QUERIA SER BICHO, EU QUERIA SÓ SENTIR, ELA QUERIA SÓ ESQUECER, DUAS MENINAS MULHERES, PRESTES A ENTENDER"

09/02/2009

penso que a casa está mudando. ou pode ser que eu tenha realmente me libertado. isto faz eu me sentir flutuando insegura sobre o nada. o nada são as coisas que nos dizem que é tudo. e o tudo deve ser exatamente a casa que os loucos edificam. estar assim não me deixa feliz ou triste. porquê isso é o que já estava em mim e em todas as outras que eu já fui. na verdade é tudo muito simples. arranca o véu. anda pra frente. sem parar para pensar se a frente é um caminho reto. não confunda a vida com as palavras. faz delas tuas aliadas. numa simples teoria pode existir o seu universo. num simples sorriso tua salvação. pronto.

04/02/2009

"Joy" - Marc Chagall

parou o tempo antes que eu pudesse perceber. se eu fosse ao passado ou me encontrasse no futuro te deixaria naquele instante. o cheiro me traz uma lembrança triste. seus olhos distantes de menino fugitivo amargam a língua. não fui tão longe para te ver ausente. ando sempre com uma faca e uma flor para as horas de emergência. meu silêncio desafinou. fui mantida em um mundo que não faço mais parte. tudo para realizar o sonho e entregar o carinho. não se contém o que é bom num mundo de tempestades. sua casa tão vazia quanto a minha aguarda a primavera an passan.

sobre um menino, um sonho e um domingo.
"Girl with leaves" - Lucian Freud


Tenho saudades do quintal da velha senhora, onde todos os tipos de flores se encontravam, desarmonizando-se felizes e multi cores. pelo copo-de-leite, nutria eu especial sentimento. Como uma flor pode ser tão branca e trazer consigo tanta alma... tanta lembrança?

O meu peito que é pequeno e confuso, sente agora um pesar difuso. E sente, tão desesperadamente, que parece antes nunca ter sentido nada.

Tenho pena do teu desejo contido, miserável e faminto que me comove mas não me ascende.Tenho pena dos bares vazios, da comida que fermenta na geladeira, esquecida e desperdiçada.

Tenho pena das palmeiras da alameda, onde os carros passam sem contemplação, atrasados de futuro.

Tenho pena das mulheres que nasceram meninas e também das que nasceram meninos, seminuas de desejo na calçada fria.

Tenho pena da crueldade inocente do aquário, que vive sem convivência, barreira invisível entre a dor e o nada.

Tenho pena dos copos quebrados que nunca m,ais sentirão o calor de um lábio impuro, o sabor de uma amargura.

Tenho pena da fumaça que sai do cigarro repleto de motivos, da lâmpada incandescente, piscando incessante até morrer definitivamente.

Tenho pena da coruja morta no meio da rua, visão triste e recente do improvável.

Tenho pena até dos gatos. Brancos, pardos, pretos... na noite clara, que incomoda o sono pela fresta.

Tenho pena do meu ódio remorso, amor congelado que não vê a si.

E maior do que qualquer outro, tenho pena do olhar desconhecido, que um dia também me olhou assim, compadecido.


Juliana Fernandes Vieira

Setembro de 2008

Minha amiga, irmã e parceira Juca Bala.


Deêm uma olhada na nova Ciberarte, o site do meu querido irmão Aleph Ozuas, que é só para os raros.



A sexta edição da Ciberarte , publicada no final de 2008, ganhou um projeto gráfico completamente novo, mais limpo, organizado e dinâmico.O novo design aposta em um tipo de navegação simples, objetiva eacessível, com uma interface preemptiva, que diminui a quantidade declicks para chegar ao conteúdo desejado.


Na sexta edição da Ciberarte você poderá acompanhar o som dos fluidos, a música para poucos, os espaços coletivos e esquecidos, o lesbianismonos quadrinhos, o admirável mundo novo, a recusa da guerra, o capitalismo infernal de Wall Street e o entulho planetário habitado pelas baratas.


Aleph Ozuas



18/11/2008

sonhei com a morte e acordei com um medo absurdo. se sorte e azar dizem a mesma coisa que saída eu tenho? devo ler algo novo sobre interpretação ou semiótica em breve. espero que minha memória ajude. não tenho inimigos. não preciso, tenho a mim. ando falando bastante. coisas erradas pelos motivos certos. ou vice-versa. me recuso a acreditar que não há uma solução mágica para a angústia. amo mais e melhor. continuo sem namorado. dizer que não crio expectativas já é criar uma. meu corpo se expressa com dores agudas. me sinto uma fugitiva da torre de babel. perdida na simplicidade que se apresenta. as vezes as trevas se encontram com a luz. tenho a impressão que é nesse ínfimo instante que a paz surge. fique atento! pode ser que em algum caminho exista mais uma pista. me preparo para desvendar a loucura. antes que seja tarde. preciso tanto ir até o mato. comungar de novo. me despir. me abandonar. desta vez como deve ser.

06/11/2008

Marc Chagall- Le Cirque bleu (1950)

meu cavalheiro de saia se foi. antes mesmo que eu pudesse desvendar sua segunda pele. o céu e as árvores deste fim de tarde estão terríveis. meu corpo reclama a sede da fonte que esvaziou. parece-me sem sentido dizer o quanto ainda chove aqui dentro de mim. surdo mudo e calejado das minhas contradições. a mulher interessante foi passar férias no Japão. me deixou essa boba e confusa menina desocupada. quanto a casa, deixo-a minimamente preparada para o retorno da deusa. as nuvens nervosas no agito do vento. as vozes das malditas crianças me lembram aquele outro mundo que habitei com tanto ânimo. agora este total descontrole de futuro e passado. presente em mim você como uma marca que nada pode tirar antes de sangrar. já fui a lugares distantes tentar entender. não há explicações para o que é tão profundo. posso decidir pelo certo, mas você não faz parte disto. nunca fui movida pelas escolhas certeiras. teimosia ancestral. meu rei, meu rei. mudei para te ver e perdi tudo no caminho a te buscar. ainda resta para você uma fidelidade grega. mesmo você cego de tanto se enxergar.