Se vc quiser conhecer ele melhor, vou deixar um link!
Se vc quiser um tênis eu pinto para vc!
http://www.hundertwasser.at/
Era um pedaço da minha coxa, como se fosse no Macunaíma, que perdido de mim, eu não sabia.
Com a carne de volta, meu coração bate certo, meu peito suspeito, resolve amansar.
Aí, aquela fera, de lúcifer e quimera, para uma gato ronronando ou uma criança manhosa, são dois passos, ou um olhar...
Eu já fui das minhas mil, mais ou menos, aproximadamente em média, umas trezentas almas.
Delas eu guardo poucas lembranças, lembro muito das sem caráter, das heroínas e das erradias.
Aí, recebi o amuleto. Em terra de cego, antes tarde do que nunca!
Minha muiraquitã, minha pequena órfã...
De pátria e de amor,
Deixemos para lá toda a rapsódia...
No verde e amarelo (ou em pratos limpos)
Deixo o limbo e minha Ci volta a reinar.
penso que a casa está mudando. ou pode ser que eu tenha realmente me libertado. isto faz eu me sentir flutuando insegura sobre o nada. o nada são as coisas que nos dizem que é tudo. e o tudo deve ser exatamente a casa que os loucos edificam. estar assim não me deixa feliz ou triste. porquê isso é o que já estava em mim e em todas as outras que eu já fui. na verdade é tudo muito simples. arranca o véu. anda pra frente. sem parar para pensar se a frente é um caminho reto. não confunda a vida com as palavras. faz delas tuas aliadas. numa simples teoria pode existir o seu universo. num simples sorriso tua salvação. pronto.
"Girl with leaves" - Lucian Freud
sonhei com a morte e acordei com um medo absurdo. se sorte e azar dizem a mesma coisa que saída eu tenho? devo ler algo novo sobre interpretação ou semiótica em breve. espero que minha memória ajude. não tenho inimigos. não preciso, tenho a mim. ando falando bastante. coisas erradas pelos motivos certos. ou vice-versa. me recuso a acreditar que não há uma solução mágica para a angústia. amo mais e melhor. continuo sem namorado. dizer que não crio expectativas já é criar uma. meu corpo se expressa com dores agudas. me sinto uma fugitiva da torre de babel. perdida na simplicidade que se apresenta. as vezes as trevas se encontram com a luz. tenho a impressão que é nesse ínfimo instante que a paz surge. fique atento! pode ser que em algum caminho exista mais uma pista. me preparo para desvendar a loucura. antes que seja tarde. preciso tanto ir até o mato. comungar de novo. me despir. me abandonar. desta vez como deve ser.
Marc Chagall- Le Cirque bleu (1950)