24 de jun de 2011

não me sinto mais aquela criança selvagem que você descreveu tão bem.
há tempos não nos vemos mas devo lhe contar
que eu não consigo mais amansar as águias.
elas agora me habitam de forma violenta
e por vezes posso sentir suas garras cortar meu sorriso.
desconfio que já não tenho a pureza
e nem a rebeldia necessária
para encantá-las.

sou criança frágil agora.
destas burras, de dar dó.

edifico amanhãs em ontens
procurando por minhas searas,
carente,
a luz daquelas velas que te fizeram ver.

mas brinco no escuro e me sinto de tão longe.


Me comunicando com P.M.C.

16 de jun de 2011

depois de ver a mão de deus ao meu lado na cama,
lhe pedi uma vida ordinária.
gozador como de costume
me colocou no centro da
generosa e cintilante cidade,
em noite de eclipse,
orcas e gorilas,
futebol.
acordei com uma fome de devorar(te)
me sentindo um poeta russo de meia-idade
e vodka nunca mais.

10 de jun de 2011

pelas janelas da memória, sou eu que desço as escadas, mato o monstro de passagem, educo meus pais. sempre fui indolente.





Detalhes de um novo livro, ainda sem título. Intervenção.