11 de set de 2009

acumulo milhões de objetos para me defender. minha casa possui habitantes novos e velhas angústias. a frase ficou na minha cabeça como mantra. “ele era o homem mais feliz do mundo”. todos os dias ela se repete dentro de mim. minha incompetência é latente. queria apenas me entregar ao inanimado. ainda assim muitos não desistem de mim e isso me deixa triste. se foi tão feliz foi permissivo com a loucura. não consigo seguir a lei do Zorba. me apego ainda as armadilhas. algemas coloridas e encantadas. meu pai ficou com todas as chaves. sinto vontade de gritar não a máscara velha e batida. preciso de organizadores espaço marca passo. meu corpo me abandonou. me deixem em paz. quando vocês desistirem finalmente vou florescer.